domingo, 31 de dezembro de 2006

COLORGRAPHIA L


Utagawa Toyoharu, "Fogo de Artifício na Ponte Tyogoku".

Um ano de 2007 feliz, é o que desejo a todos os leitores e até àqueles que nunca leram nenhum texto deste blogue.

Ligações:
Cuidad de la Pintura: Utagawa Toyoharu, 10 obras
Centaur Art Galleries: Utagawa Toyoharu, Biography
A screen painting at The British Museum

Arquivado em: "Pintura"

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

PREPARADOS PARA MAIS MEIA SEMANA DE TRABALHO? EU TAMBÉM NÃO

Estou assim um bocado para o lento, talvez seja da quantidade industrial de Roupa Velha que comi ontem e hoje...

Arquivado em: Paparoca da boa

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

COLORGRAPHIA XLIX


Caravaggio, "Adoração dos Pastores" (quase que se poderia chamar "Retrato de mãe pobre com seu filho") 1609. Óleo sobre tela 314 x 211 cm.


"Natividade com São Francisco e São Lourenço" 1609. Óleo sobre tela,
268 x 197 cm. Quadro roubado em 1969 e nunca recuperado!

Votos de Natal Feliz a todos os leitores deste blogue.
Ou será Feliz Natal? :)

Ligações:
Michelangelo Merisi da Caravaggio na Wikipédia em português
Caravaggio on Answers.com
Ibiblio.org: Caravaggio
Caravage - Le Prince de la Nuit
Caravaggio no "Abaixo de Cão"

Arquivado em: "Pintura"

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

CONSUMISMOS



Björk "Homogenic"


Reeditado em 2006 como (____surrounded) em DualDisc. A face de CD contém a gravação original e a face de DVD apresenta a remistura em Dolby 5.1 e DTS Surround Sound bem como 5 vídeos retirados do álbum.

Uma das vozes mais originais da história da Pop (ou do Trip-Hop ou da Electronica ou da Dance Music, whatever...)
O meu disco favorito de Björk, caótico, experimental, surpreendente. Sugestão para quem ainda não gastou todo o dinheiro das prendas.



-----Excerto de ''Hunter''

Ligações:
Björk Brasil (em português)
Björk on Answers.com
Homogenic on Answers.com
Bjork.com

Arquivado em: "Músicas"

COLORGRAPHIA XLVIII


Hans Memling, "Advento e Triunfo de Cristo" 1480. Óleo sobre madeira,
81 x 189 cm. Alte Pinakothek, Munique.

Ligações:
Hans Memling on Answers.com
Hans Memling no "Abaixo de Cão"

Arquivado em: "Pintura"

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

COLORGRAPHIA XLVII - MONET


Claude Monet, "Impression, soleil levant" 1873.


"Boulevard des Capucines" 1873.


"La Gare Saint-Lazare" 1877.

A 5 de Dezembro de 1926 morria um dos maiores vultos da história da pintura. O "Abaixo de Cão" não poderia deixar de assinalar a efeméride, sempre são oitenta anos...
Bem sei que vou deixar os leitores a bocejar, mas neste blogue a Arte tem absoluta prioridade.

Ligações:
Claude Monet: Wikipédia em português
Claude Monet on Answers.com
Ibiblio.org: Claude Monet
Claude Monet by himself
Fondation Claude Monet à Giverny
CGFA: Monet
Monet at The National Gallery of Art, Washington, DC

Arquivado em: Pintura

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

PETIÇÃO CONTRA O FIM DA FESTA DA MÚSICA



"Para: Ministério da Cultura e CCB

Enquanto feitos do mesmo barro do mais comum dos cidadãos, sentimos o apelo de assinar de algum modo a nossa revolta pelo fim da Festa da Música.

Não pertencemos a nenhuma nomenclatura, não somos culturocratas e nem temos interesses no ramo.

A declaração dos nossos interesses é a nossa muito antiga paixão pela música, pela grande música, e de termos sido há 6 anos atingidos pelo Cupido da Festa da Música.

Nem sequer nos move a intenção de fazer a Ministra Isabel Pires de Lima retroceder nas suas muito pouco compreensíveis prioridades, e menos ainda de pressionar o Presidente do CCB a arranjar alternativas de financiamento da Festa da Música, como seria expectável que o fizesse e conseguisse.

Não temos essa ilusão.

Apenas protestamos, porque somos portugueses e temos muita pena de ver o país desperdiçar tão grandes oportunidades.

A Festa da Música, com tão grandes repercussões ao nível da democratização da audição de música clássica, formação de novos públicos e enorme atracção nas mais tenras idades, oportunidade a novos instrumentistas e grupos portugueses de atingirem e se darem a conhecer no mercado global, etc., era por tudo isso, ao contrário do que foi divulgado pelo Ministério da Cultura, uma realização muito pouco dispendiosa.

A Festa da Música, evento singular e único, que arrasta multidões para a música clássica como se de concertos dos Rolling Stones e U2 se tratasse, estava presente apenas em Nantes (a "mãe" da Festa), Lisboa, Bilbao e Tóquio.

Muitas outras cidades a nível mundial e com muito menos necessidades do que o nosso País, têm nos últimos anos, sem sucesso, cobiçado este extraordinário evento, que Portugal acaba, com a maior das leviandades e ligeireza, de dispensar. "

Promotores:
Ana Isabel Gomes - gomes.anaisabel @ gmail . com
Rogério Matos - matos.rogerio @ gmail . com

Petição contra o fim da Festa da Música

Depois de receber o e-mail de Rodrigues não podia ficar indiferente a esta petição. Assine e faça ouvir o seu descontentamento. Decisões destas só são compreensíveis se tomadas por um coronel algures no Terceiro Mundo.

Arquivado em: "Política"

CESARINY NA PRIMEIRA PESSOA

"Acredita na imortalidade?
Não sei. Quando lá chegar, eu telefono..."

A última entrevista de Mário Cesariny ao jornal "Sol".

Arquivado em: Poesia e imortalidade

domingo, 26 de novembro de 2006

ADEUS MÁRIO


Este blogue está de luto.

Arquivado em: Poesia

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

POSTANDO COM TRANQUILIDADE, FUNDAMENTALMENTE COM TRANQUILIDADE, FAZENDO AS COISAS COM TRANQUILIDADE

Ultimamente não consegui ver nenhum programa deles, mas basta fazer esta pesquisa para ficar horas a rir. A entrevista do Senhor Paulo Bento já a devo ter visto cinquenta vezes, até ouvi o que tinha a dizer na Assembleia sem mudar de canal.
Só não posto nenhum vídeo porque agora ando com a mania dos direitos de autor.

Arquivado em: (So)Risos

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

LIFEHACKER



I just love this blog! The main source of some Portuguese tech blogs. "Don't live to geek; geek to live".

Arquivado em: Internet e Computadores: Sítios Úteis e Blogosfera

sábado, 4 de novembro de 2006

COLORGRAPHIA XLVI - ICONOGRAFIA CANINA


Lorenzo Costa (c. 1460 - 1535) "Retrato de Senhora com Cão de Colo"
c. 1500; repare-se no focinho do cão estranhamente antropomórfico.


Bartolomé Estéban Murillo (1617 - 1682) "Anciana Despiojando Nino"
1670-1675.


Francisco Goya (1746 - 1828) "El Perro" 1820-23 (!).

Ligações:
Lorenzo Costa on Answers.com
Lorenzo Costa Works on "Web Gallery of Art"
----
Estéban Murillo na Wikipédia em português
Estéban Murillo on Answers.com
Estéban Murillo Works on "Web Gallery of Art"
----
Francisco de Goya na Wikipédia em português
Francisco de Goya on Answers.com
Francisco de Goya Works on "Web Gallery of Art"
Excerpt from the book GOYA by Xavier de Salas

Arquivado em: Pintura.

sábado, 28 de outubro de 2006

COLORGRAPHIA XLV


William Turner (1775-1851) "Rain, Steam and Speed - The Great Western Railway", 1844.

Ligações:
William Turner, Wikipédia em português
Answers.com
Web Gallery of Art

Arquivado em: "Pintura"

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

FUTURO DO PLANETA

A Islândia, país supostamente civilizado, juntou-se hoje à Noruega (outro país supostamente civilizado) e começou a caçar baleias violando assim a moratória de 1985.
Faça ouvir a sua voz e envie este e-mail, através da Greenpeace, ao Director de Turismo islandês. O objectivo é fazer sentir que uma hipotética viagem turística à Islândia estará sempre fora de causa enquanto durar a incompreensível matança. Não esqueça que: quem cala, consente.

Arquivado em: Futuro do Planeta

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

SÓ?!

- Boa tarde Dona Rosa.
- Boa tarde Sô Vítor, um café curto como sempre?
- Sim, como sempre.
- Aqui está. Que ar tão cansado!
- É por causa do trabalho e do trânsito da manhã, basta a chuva ser mais intensa e fica tudo num caos.
- E a gasolina está sempre a subir, não se percebe tanto carro na rua!
- Não se percebe mesmo...
- Verdade se diga que tudo sobe, já viu a electricidade? Um aumento de 16%!
- Não, o Governo decidiu que o aumento será de 6% durante dez anos.
- Que alívio! Se aumentam 6% fico mais descansada, é durante dez anos, mas sempre é menos de metade do que tinham dito no Telejornal!
- !

Arquivado em: Coisas da vida...

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

COLORGRAPHIA XLIV

Hans Memling (c. 1430-1494). "Tríptico de São João", 1474; Memlingmuseum, Sint-Janshospitaal, Bruges.


Painel esquerdo representando a execução de São João Baptista.


Pormenor (realista) do corpo decapitado do santo.


A cabeça de São João Baptista numa bandeja de prata, segundo o desejo de Salomé.


Vista geral do tríptico.
O painel central representa a Sacra Conversazione, vários santos que se juntam à volta da Virgem e do Menino, ampliação aqui. O painel direito dá-nos a conhecer São Pedro guardando as portas do Paraíso, ampliação aqui.

Quando na semana passada vi a primeira parte da excelente mini-série Elizabeth, na RTP 2, lembrei-me logo deste tríptico. A decapitação de Mary, Queen of Scots, em dois golpes, foi muito menos eficiente do que a retratada por Memling quase um século antes.
Não se esqueça de ver hoje a segunda parte.

Ligações:
Hans Memling, Wikipédia em português
Hans Memling, Wikipedia
Web Gallery of Art: Hans Memling

Arquivado em: "Pintura"

CHUVA OBLÍQUA

"CHUVA OBLÍQUA"

I

Atravessa esta paisagem o meu sonho dum porto infinito
E a cor das flores é transparente de as velas de grandes navios
Que largam do cais arrastando nas águas por sombra
Os vultos ao sol daquelas árvores antigas...

O porto que sonho é sombrio e pálido
E esta paisagem é cheia de sol deste lado...
Mas no meu espírito o sol deste dia é porto sombrio
E os navios que saem do porto são estas árvores ao sol...

Liberto em duplo, abandonei-me da paisagem abaixo...
O vulto do cais e a estrada nítida e calma
Que se levanta e se ergue como um muro,
E os navios passam por dentro dos troncos das árvores
Com uma horizontalidade vertical,
E deixam cair amarras na água pelas folhas uma a uma dentro...

Não sei quem me sonho...
Súbito toda a água do mar do porto é transparente
E vejo no fundo, como uma estampa enorme que lá estivesse desdobrada,
Esta paisagem toda, renque de árvores, estrada a arder em aquele porto,
E a sombra duma nau mais antiga que o porto que passa
Entre o meu sonho do porto e o meu ver esta paisagem
E chega ao pé de mim, e entra por mim dentro,
E passa para o outro lado da minha alma...


II

Ilumina-se a igreja por dentro da chuva deste dia,
E cada vela que se acende é mais chuva a bater na vidraça...

Alegra-me ouvir a chuva porque ela é o templo estar aceso,
E as vidraças da igreja vistas de fora são o som da chuva ouvido
por dentro...

O esplendor do altar-mor é o eu não poder quase ver os montes
Através da chuva que é ouro tão solene na toalha do altar...

Soa o canto do coro, latino e vento a sacudir-me a vidraça
E sente-se chiar a água no facto de haver coro...

A missa é um automóvel que passa
Através dos fiéis que se ajoelham em hoje ser um dia triste...
Súbito vento sacode em esplendor maior
A festa da catedral e o ruído da chuva absorve tudo
Até só se ouvir a voz do padre água perder-se ao longe
Com o som de rodas de automóvel...

E apagam-se as luzes da igreja
Na chuva que cessa...


III

A Grande Esfinge do Egipto sonha por este papel dentro...
Escrevo - e ela aparece-me através da minha mão transparente
E ao canto do papel erguem-se as pirâmides...

Escrevo - perturbo-me de ver o bico da minha pena
Ser o perfil do rei Cheops...
De repente paro..
Escureceu tudo... Caio por um abismo feito de tempo...

Estou soterrado sob as pirâmides a escrever versos à luz clara
deste candeeiro
E todo o Egipto me esmaga de alto através dos traços que faço
com a pena...
Ouço a Esfinge rir por dentro
O som da minha pena a correr no papel...
Atravessa o eu não poder vê-la uma mão enorme,

Varre tudo para o canto do tecto que fica por detrás de mim,
E sobre o papel onde escrevo, entre ele e a pena que escreve

Jaz o cadáver do rei Cheops, olhando-me com olhos muito abertos,
E entre os nossos olhares que se cruzam corre o Nilo
E uma alegria de barcos embandeirados erra
Numa diagonal difusa
Entre mim e o que eu penso...

Funerais do rei Cheops em ouro velho e Mim!...


lV

Que pandeiretas o silêncio deste quarto!...
As paredes estão na Andaluzia...
Há danças sensuais no brilho fixo da lua...

De repente todo o espaço pára....
Pára, escorrega, desembrulha-se....
E num canto do tecto, muito mais longe do que ele está,
Abrem mãos brancas janelas secretas
E há ramos de violetas caindo
De haver uma noite de Primavera lá fora
Sobre o eu estar de olhos fechados...


V

Lá fora vai um redemoinho de sol os cavalos do carroussel...
Árvores, pedras, montes, bailam parados dentro de mim.

Noite absoluta na feira iluminada, luar no dia de sol lá fora,
E as luzes todas da feira fazem ruído dos muros do quintal...
Ranchos de raparigas de bilha à cabeça
Que passam lá fora cheias de estar sob o sol,

Cruzam-se com grandes grupos peganhentos de gente que anda na feira.
Gente toda misturada com as luzes das barracas, com a noite e
com o luar.
E os dois grupos encontram-se e penetram-se
Até formarem só um que é os dois...
A feira e as luzes da feira e a gente que anda na feira.

E a noite que pega na feira e a levanta ao ar,
Andam por cima das copas das árvores cheias de sol,
Andam visivelmente por baixo dos penedos que luzem ao sol,
Aparecem do outro lado das bilhas que as raparigas levam à cabeça,
E toda esta paisagem de Primavera é a lua sobre a feira,
E toda a feira com ruídos e luzes é o chão deste dia de sol...

De repente alguém sacode esta hora dupla como numa peneira
E, misturado, o pó das duas realidades cai
Sobre as minhas mãos cheias de desenhos de portos
Com grandes naus que se vão e não pensam em voltar...
Pó de ouro branco e negro sobre os meus dedos...
As minhas mãos são os passos daquela rapariga que abandona a feira,
Sozinha e contente como o dia de hoje...


VI

O maestro sacode a batuta,
E lânguida e triste a música rompe...

Lembra-me a minha infância, aquele dia
Em que eu brincava ao pé dum muro de quintal
Atirando-lhe com uma bola que tinha dum lado
O deslizar dum cão verde, e do outro lado
Um cavalo azul a correr com um jockey amarelo...

Prossegue a música, e eis na minha infância
De repente entre mim e o maestro, muro branco,
Vai e vem a bola, ora um cão verde,
Ora um cavalo azul com um jockey amarelo...

Todo o teatro é o meu quintal, a minha infância
Está em todos os lugares, e a bola vem a tocar música,
Uma música triste e vaga que passeia no meu quintal
Vestida de cão verde tornando-se jockey amarelo...
(Tão rápida gira a bola entre mim e os músicos...)

Atiro-a de encontro à minha infância e ela
Atravessa o teatro todo que está aos meus pés
A brincar com um jockey amarelo e um cão verdc
E um cavalo azul que aparece por cima do muro
Do meu quintal... E a música atira com bolas
A minha infância... E o muro do quintal é feito de gestos
De batuta e rotações confusas de cães verdes
E cavalos azuis e jockeys amarelos...
Todo o teatro é um muro branco de música

Por onde um cão verde corre atrás da minha saudade
Da minha infância, cavalo azul com um jockey amarelo...
E dum lado para o outro, da direita para a esquerda,
Donde há árvores e entre os ramos ao pé da copa
Com orquestras a tocar música,
Para onde há filas de bolas na loja onde a comprei
E o homem da loja sorri entre as memórias da minha infância...

E a música cessa como um muro que desaba,
A bola rola pelo despenhadeiro dos meus sonhos interrompidos,
E do alto dum cavalo azul, o maestro, jockey amarelo tornando-se preto,
Agradece, pousando a batuta em cima da fuga dum muro,
E curva-se, sorrindo, com uma bola branca em cima da cabeça
Bola branca que lhe desaparece pelas costas abaixo...

Fernando Pessoa, 1915.

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terça-feira, 10 de outubro de 2006

CONCERTAÇÃO SOCIAL, RESOLVIDOS OS PROBLEMAS DA SEGURANÇA SOCIAL

Com as actuais "reformas" no Serviço Nacional de Saúde e com o "acordo" hoje alcançado na Concertação Social de futuro não será nada difícil pagar as pensões. Porquê? Porque dentro de poucos anos teremos a mesma esperança de vida que no Burkina Faso.

Arquivado em: "Política"

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

terça-feira, 3 de outubro de 2006

NÃO POSTO NADA HOJE E NÃO SE FALA MAIS NISSO

- Ó Blogger, diz lá o que é que eu vou escrever neste rectângulo branco?
- Sei lá! Não estou aqui para dar opiniões.
- Porra pá! Já nos conhecemos há três anos, podias dar uma ajudinha.
- Se desse ajudinhas a todos os gajos que não sabem o que escrever era responsável por todo o conteúdo da blogosfera.
- Que tal falar mal da Floribela?
- Pelas minhas contas já 785 tiveram a mesma ideia (pá, o nome tem dois éles).
- Deitar o Cavaco abaixo?
- Quem?
- Quem?! O tipo que foi o primeiro a saber da gravidez da Letícia.
- É o marido dela?
- Não!
- Então é o pai do miúdo.
- Não!!
- Então como é que foi o primeiro a saber?
- Esquece! Ora bem... posto um jotapeguezinho catita?
- Essa do jotapeguezinho catita não é nada original, era melhor escreveres sobre a Maria Filomena Mónica.
- Estou a ver o programa na RTP, mas sempre que a oiço ou leio fico desanimado, para pessimista basto eu.
- Então não sei o que te sugira.
- Já sei! Vou armar uma guerra com blogues famosos, assim aumento a minha popularidade.
- Boooring! Ninguém te vai ligar nenhuma. Já reparaste que desde o dia 21 de Setembro, exceptuando uma miúda simpática que teve pena de ti, nenhum leitor usou a caixa de comentários?
- Tens razão. Pensando melhor, vou falar de sexo, sex always sells.
- Para marcar a diferença tinhas que ser muito bom, na internet portuguesa nem a pornografia se aproveita.
- Fotografias de pouca qualidade com retratos do trabalho em várias parte do mundo?
- O Pacheco chegou primeiro.
- Uma foto do António Feio com a legenda: "Eu hoje acordei assim..."
- A Bomba reclama logo os direitos de autor.
- Quem me manda a mim ter um blogue?!
- Absolutamente ninguém!
- Poluição sonora no Metro é o tema, esta decidido!
- Olha que o pessoal até gosta dos anúncios que os "cantores" "actores" dos Morangos com Açucar fazem.
- Kant? Kant fica sempre bem.
- I can't get no satisfaction...
- Esse é o pior trocadilho desde que inventaram aquele com o apelido Ramalho.
- Já reparaste que 35% dos teus leitores são brasileiros e que 90% não percebem nada desta conversa?
- Não faz mal, isto é uma conversa particular. É isso! Falo da minha vida particular. Deixa cá ver.. tenho de mudar de óculos.
- Coisa tão interessante...
- Até é, tenho 40% de desconto!
- Pois... em armações de papelão. Bem... já se faz tarde, tenho um unscheduled downtime já a seguir
- Outro? Passas a vida nisso!
- Tu também dormes todos os dias.
- Quase todos, mas realmente está na hora da caminha.
- Antes disso, a quantidade industrial de pontos de exclamação que pràqui vai!
- É uma conversa, é natural que existam muitas exclamações. Já é tarde, eu não posto nada hoje e não se fala mais nisso.
(- Usaste o corrector ortográfico?)
(- Pá, vai dormir!)
(- Mais exlamações...)
(- Grrrrrrrr!)

Arquivado em: "Blogosfera"

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

QUEIMAR LIVROS? NÃO, EXISTEM SOLUÇÕES MAIS ECOLÓGICAS



Onde está a Liberdade?


Na Terra da Liberdade existem milhares de livros banidos das bibliotecas públicas.
No berço da Democracia moderna a American Library Association promove todos os anos (na última semana de Setembro) a "Banned Book Week" como alerta para tal aberração.
Na Pátria da Liberdade de Expressão a lista "The 100 Most Frequently Challenged Books" inclui obras de todos os géneros e que abordam os mais variados temas.
No País das Oportunidades o ridículo não pode faltar; na lista dos anos de 1990 a 2000 em 88º lugar aparece o "Where's Waldo?" (Onde Está o Wally?) de Martin Hanford. Perguntam os leitores, porquê?! Ninguém sabe muito bem, mas há quem diga que a censura se deve ao "topless" de uma banhista, minúscula figura entre milhares de outras.
Mais um exemplo dado pelo país que semeia o pluralismo, a paz e a justiça por todo o Planeta.


Arquivado em: "Liberdade de Expressão"

COMO É POR DENTRO OUTRA PESSOA, QUEM É QUE O SABERÁ SONHAR?

Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.

Fernando Pessoa, 28-9-1933.

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Arquivado em: Poesia

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

O REGRESSO DE "UM TOQUE DE JAZZ"



Ouvindo e gravando o podcast do meu programa de rádio favorito, "Um Toque de Jazz". Na imagem podem ver O XMplay (não, não é o iTunes) e o SDP Multimedia, este para gravar a emissão e o primeiro para a ouvir.

Até Outubro teremos oportunidade de escutar excertos das lendárias sessões de gravação do Quinteto de Miles Davis para a Prestige.
A Rádio no seu melhor.

Muitos outros programas interessantes a descobrir na RTP, Centro multimédia.

Arquivado em: "Grande Música - Jazz"

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

OS FILHOS DE MILTON FRIEDMAN ATACAM DE NOVO

OU OS DONOS DA VERDADE MOSTRAM O CAMINHO AOS CEGOS

Um grupo de ultra-liberais teve mais tempo de antena num dia que o PP, PCP e Bloco de Esquerda durante um mês. Estranho país este, não me lembro de ter lido "Compromisso Portugal" em nenhum boletim de voto.

Arquivado em: "Política"

domingo, 17 de setembro de 2006

RECICLAGEM

SÍTIOS QUE NUNCA VI, TEMPOS QUE NUNCA VIVI - Buenos Aires
Texto originalmente publicado a 1 de Dezembro de 2003.


Avenida 9 de julio y el Obelisco. Fotografia de Eurico Zimbres


Teatro Colón.


Ástor Piazzolla, 1971. Fotografia de Pupeto Mastropasqua.

Uma das memórias mais vívidas que guardo foi ouvir Piazzolla ao vivo, fiquei tão hipnotizado que nem consegui aplaudir. Através daquela música lancinante, terna, feroz, lânguida, sensual, viajei até Buenos Aires, cidade que nunca vi.

Cidade de imigrantes, de culturas díspares que foram forjando uma identidade única e inconfundível. O tango é a expressão dessa maneira de ser, é a nova Terra Prometida, é a dignidade, é o amor insano, é a ''Semana Trágica'', é Gardel, é Perón, é Evita, é a agitação social, é a ''Guerra Sucia'', é a voz de ''Las Madres de la Plaza de Mayo'', é a promessa da democracia, é a corrupção dos políticos e a crise económica, é uma criança vítima da fome.

Piazzolla transformou radicalmente a face do tango. ''Para mim o tango foi sempre mais para o ouvido do que para os pés'' dizia, resumindo assim a sua aproximação a um estilo tradicionalmente dançado. Carlos Gardel, o outro grande nome da história deste género musical, conhece o jovem Ástor em Nova York (onde este vivia desde os três anos) e impressionado com o seu talento contrata-o para tocar no filme ''El Dia Que Me Quieras''.
Regressa a Buenos Aires em 1937 onde vai tocando em vários agrupamentos enquanto estuda música clássica com Alberto Ginastera. Escreve várias composições sinfónicas, uma das quais lhe ganha uma bolsa para estudar em Paris com Nadia Boulanger. A grande professora, perante as suas hesitações e ambivalências, encoraja-o a reencontrar as suas raízes, o tango e o bandoneon.

Era a voz que muitos não queriam ouvir, ''estava a tirar-lhes o tango, o seu velho tango''. A fúria era tão grande que um dia, enquanto dava uma entrevista na rádio, um cantor irrompeu estúdio adentro apontando uma pistola à cabeça de Piazzolla.
Em 1955, depois de regressar à bela capital argentina, formou um octeto radical que incluía uma viola eléctrica. Levaram o tango para os domínios da música de câmara sem cantor ou dançarinos. Os media e as editoras discográficas fizeram a vida negra ao grupo que duraria apenas três anos, todavia Piazzolla fizera um corte decisivo com a tradição.
Volta a Nova York onde experimenta a fusão do jazz e do tango sem muito sucesso. De regresso a casa em 1960 forma vários quintetos e inicia o seu período mais produtivo escrevendo então muitas das suas peças clássicas tais como a triologia ''Angel''. Tendo experimentado vários formatos foi, porém, a combinação de bandeneon, contrabaixo, violino, piano e viola eléctrica, que veio a ser a sua favorita. Outros agrupamentos que estimava incluíram os seus sextetos e o mais radical e efémero ''Conjunto9'' que ficou famoso pela versão de ''Buenos Aires Hora Cero'' de 1983; esta peça (muitas vezes gravada) evoca essas noites em que ele e os seus colegas faziam uma pausa vagueando pelas ruas desertas antes de retomarem os ensaios que se estendiam até às quatro ou cinco da manhã.
Uma das mais conhecidas peças é, sem dúvida, o Libertango; Piazzolla escreveu-a para o seu segundo quinteto, o mais universalmente aclamado entre 1978 e 1988. Pouco depois da dissolução do quinteto sofre um forte ataque que o leva à morte em 4 de Julho de 1992.

A sua obra será sempre um testemunho de um homem que nunca cedeu à facilidade e que soube elevar o tango à categoria de música universal.

Excertos de Buenos Aires Hora Cero (parte final) e Adiós Nonino.

Ligações:
Piazzolla.Org
Piazzolla on Answers.com
Piazzolla on Answers.com (All Music Guide)
Todo tango: Piazzolla
Piazzolla, Wikipédia em Português

PS: Espero que os leitores me perdoem por servir um texto "requentado".

Arquivado em: "Músicas"

terça-feira, 12 de setembro de 2006

PARA MAIS TARDE RECORDAR

Declaro que neste momento o meu computador, o sistema operativo (XP) e todos os programas nele instalados estão a funcionar como eu quero. Tendo em conta que o produto base é da Micro$oft tal estado de graça é certamente efémero.

Arquivado em: Internet e Computadores

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

COMENTÁRIOS

Parece que o sistema de comentários do Haloscan está com problemas; se quiser dizer alguma coisa pode usar provisoriamente esta ligação.

Actualização: aparentemente já está tudo a funcionar bem.

Arquivado em: "Blogosfera"

sábado, 9 de setembro de 2006

3 ANOS DEDICADOS AOS LEITORES

Sou um sortudo, tenho os melhores leitores da blogosfera. Nunca recebi um comentário negativo, uma palavra mais áspera.
Sempre tive a atenção de pessoas talentosas, bem-humoradas, de quem sabe escrever os seus sentimentos mais profundos, de quem percebe profundamente de Música, daqueles que têm uma pequena lista de blogues na qual consta o Abaixo de Cão, de pessoas de todo o país (obviamente incluindo o habitual visitante da Assembleia da República) e de gente anónima originária dos cinco continentes.
A todos um sincero agradecimento do tipo que um dia decidiu fazer um teste para ver como era esta coisa dos blogues.

Arquivado em: "Blogosfera"

3 ANOS, ALGUMAS ESTATÍSTICAS

1029 dias
3 Outonos, 3 Invernos, 3 Primaveras, 3 Verões.
2 Presidentes da República.
3 Primeiro-Ministros.
4 Ministros das Finanças.
1 Choque fiscal.
1 choque devido à nomeação de um idiota para dirigir o Governo.
1 Choque Tecnológico.

Arquivado em: "Blogosfera"

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

VIAGENS PELA VIZINHANÇA



Grande Núvem de Magalhães, pequena galáxia vizinha da nossa Via Láctea. Imagem compósita em luz infravermelha tirada pelo Spitzer Space Telescope. Mais pormenores no sítio da Nasa.

Arquivado em: Ciência: Astronomia

FOREVER YOUNG (?) II

Eu ainda sou do tempo em que quando afirmava que o Google era muito melhor que o Altavista invariavelmente ouvia: "Gu quê?!!".

Arquivado em: Coisas da vida

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

sábado, 2 de setembro de 2006

FAZER A FESTA, LANÇAR OS FOGUETES E APANHAR AS CANAS

Faltando uma semana para o terceiro aniversário do "Abaixo de Cão" e sendo os seus leitores os mais tímidos da blogosfera, lá terei eu de animar isto. A Cat é que tem razão, quando trata os fregueses abaixo de cão eles adoram...

Arquivado em: "Blogosfera"

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

VOLTEI, VOLTEI, VOLTEI DE LÁ, 'INDA ONTEM ESTAVA NAS ASTÚRIAS E AGORA JÁ ESTOU CÁ


Depois de vários litros de sidra.
Depois de uma semana de verde mesmo verde em Castropol.
Depois de viajar muitos quilómetros sem ver árvores carbonizadas, depósitos de ferro-velho ou lixo no chão.
Depois de alguns dias de turismo rural a 30 Euros a diária (contrastando com os preços escandalosos praticados em muitas zonas do nosso país).
Depois de várias visitas a uma pequena cidade com uma vida cultural riquíssima.
Depois de usufruir de um clima civilizado (a temperatura nunca ultrapassou os 28º).
Depois da sidra, muita sidra, cá estou eu de novo, preparado (??) para a loucura do dia-a-dia.


Como cheguei à conclusão que a fotografia não é a minha vocação decidi poupar os leitores e postar imagens da Wikipédia.

Arquivado em: Pessoal

domingo, 20 de agosto de 2006

FECHADO PARA FÉRIAS


De regresso dentro de alguns dias :-)

Arquivado em: "Blogosfera"

domingo, 13 de agosto de 2006

VERÃO PESSOANO

" Amo, pelas tardes demoradas de verão, o sossego da cidade baixa, e sobretudo aquele sossego que o contraste acentua na parte que o dia mergulha em mais bulício. A Rua do Arsenal, a Rua da Alfândega, o prolongamento das ruas tristes que se alastram para leste desde que a da Alfândega cessa, toda a linha separada dos cais quedos - tudo isso me conforta de tristeza, se me insiro, por essas tardes, na solidão do seu conjunto. Vivo uma era anterior àquela em que vivo; gozo de sentir-me coevo de Cesário Verde, e tenho em mim, não outros versos como os dele, mas a substância igual à dos versos que foram dele. Por ali arrasto, até haver noite, uma sensação de vida parecida com a dessas ruas. De dia elas são cheias de um bulício que não quer dizer nada; de noite são cheias de uma falta de bulício que não quer dizer nada. Eu de dia sou nulo, e de noite sou eu. Não há diferença entre mim e as ruas para o lado da Alfândega, salvo elas serem ruas e eu ser alma, o que pode ser que nada valha, ante o que e a essência das coisas. Há um destino igual, porque é abstracto, para os homens e para as coisas - uma designação igualmente indiferente na álgebra do mistério.

Mas há mais alguma coisa... Nessas horas lentas e vazias, sobe-me da alma à mente uma tristeza de todo o ser, a amargura de tudo ser ao mesmo tempo uma sensação minha e uma coisa externa, que não está em meu poder alterar. Ah, quantas vezes os meus próprios sonhos se me erguem em coisas, não para me substituírem a realidade, mas para se me confessarem seus pares em eu os não querer, em me surgirem de fora, como o eléctrico que dá a volta na curva extrema da rua, ou a voz do apregoador nocturno, de não sei que coisa, que se destaca, toada árabe, como um repuxo súbito, da monotonia do entardecer!

Passam casais futuros, passam os pares das costureiras, passam rapazes com pressa de prazer, fumam no seu passeio de sempre os reformados de tudo, a uma ou outra porta reparam em pouco os vadios parados que são donos das lojas. Lentos, fortes e fracos, os recrutas sonambulizam em molhos ora muito ruidosos ora mais que ruidosos. Gente normal surge de vez em quando. Os automóveis ali a esta hora não são muito frequentes; esses são musicais. No meu coração há uma paz de angústia, e o meu sossego é feito de resignação.

Passa tudo isso, e nada de tudo isso me diz nada, tudo é alheio ao meu destino, alheio, até, ao destino próprio - inconsciência, carambas ao despropósito quando o acaso deita pedras, ecos de vozes incógnitas - salada colectiva da vida."

"Livro do Desassossego" de Bernardo Soares.

Arquivado em: Literatura

FOREVER YOUNG (?)

Só agora me apercebi que o meu Bilhete de Identidade emitido em 2002 é válido até 2013! Pois...


Arquivado em: Coisas da vida

sábado, 5 de agosto de 2006

PHOTOGRAPHIA XXVII


Rodrigues, "O nosso pensamento erra sem descanso", Julho de 2006. Fotografia gentilmente cedida pela autora para publicação neste blogue.

      "O homem vulgar, por mais dura que lhe seja a vida, tem ao menos a felicidade de a não pensar. Viver a vida decorrentemente, exteriormente, como um gato ou um cão - assim fazem os homens gerais, e assim se deve viver a vida para que possa contar a satisfação do gato e do cão.

      Pensar é destruir. O próprio processo do pensamento o indica para o mesmo pensamento, porque pensar é decompor. Se os homens soubessem meditar no mistério da vida, se soubessem sentir as mil complexidades que espiam a alma em cada pormenor da acção, não agiriam nunca, não viveriam até. Matar-se-iam de assustados, como os que se suicidam para não ser guilhotinados no dia seguinte."

Bernardo Soares (Fernando Pessoa) in o "Livro do Desassossego".

PS: como a obra de Pessoa está livre de direitos de autor decidi publicar a versão integral do "Livro do Desassossego".


Arquivado em: "Fotografia" e Literatura

quarta-feira, 26 de julho de 2006

IDE DE FÉRIAS PARA O ESTRANGEIRO, MAS NÃO VOS ESQUECEIS DOS ACENTOS



Para quem costuma postar sem acentos por estar "lá fora" sugiro este teclado multilingue, um dos muitos recursos linguísticos do sitio francês Lexilogos.com.

Arquivado em: Internet e Computadores: Sítios Úteis

ESTADO EM QUE SE ENCONTRA ESTE BLOGUE



Arquivado em: "Blogosfera"

quinta-feira, 20 de julho de 2006

NOVAMENTE O CINEMA ITALIANO


Conforme já tinha referido anteriormente acho este documentário de Scorsese fabuloso. Não esqueça, durante esta semana (muito?) ao fim da noite n'a dois.

Arquivado em: "Cinema"

QUERO VER NA TVI ANTES DOS "MORANGOS COM AÇUCAR"


Senso de Luchino Visconti

Arquivado em: Resmunguices e "Cinema"

VOLTOU

Só agora reparei que voltou o ternurento, alegre e desconcertante (como só as crianças sabem ser) Passeai, Flores!...
Espero é que não seja um regresso passageiro.

PS: nice template.

Arquivado em: "Blogosfera"

quarta-feira, 19 de julho de 2006

AO DIRECTOR DE PROGRAMAS D'A DOIS

Repete-se neste momento a transmissão do excelente documentário
"A Minha Viagem a Itália" de Scorsese.
Não seria agora lógico ocupar um fim-de-semana com uma sessão contínua de filmes italianos? Sempre fazia mais sentido que a maratona de episódios da série de merda, perdão... de culto, que dá pelo nome de "24".

Arquivado em: Resmunguices

RETIRO O QUE DISSE SOBRE FÉRIAS

A julgar pelo trânsito em Lisboa ainda ninguém foi de férias este ano, simplesmente os leitores deste blogue decidiram viajar para outras paragens blogosféricas...

Arquivado em: Resmunguices

sábado, 15 de julho de 2006

COLORGRAPHIA XLIII ou ARTE IDÍLICA DEDICADA AOS TRÊS ÚNICOS LEITORES DESTE BLOGUE QUE NÃO ESTÃO DE FÉRIAS


Georges-Pierre Seurat "Canal de Gravelines: Grand Fort Philippe" 1890. Colecção particular, presentemente emprestado à "National Gallery".

Uma obra do pai do Neo-Impressionismo, movimento hoje considerado convencional mas que na época chocou muito boa gente (uma tela sarapintada de cores nunca poderá ser uma obra de arte...)

PS: "emprestado à National Gallery", no Direito Internacional deveria haver uma disposição obrigando os donos de obras que são património da humanidade a um período mínimo anual de exposição pública. Que triste é a Arte sequestrada nos cofres dos bancos asiáticos...

Arquivado em: "Pintura"

segunda-feira, 10 de julho de 2006

FÉR PLÉI - ALLÔ ZIZOU, ÇA VA?



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Arquivado em: Desporto

sábado, 8 de julho de 2006

ALGUNS FACTOS (OBRIGADO RAPAZES)

Portugal e Alemanha deveriam disputar a Final.
A Alemanha foi a justa vencedora do jogo de hoje.
A arte e a magia do futebol estarão certamente ausentes do jogo entre a Itália e a França.
Em 2010 Portugal será Campeão Mundial, com Scolari ou com Mourinho.

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Arquivado em: Desporto

quinta-feira, 29 de junho de 2006

RÁDIO AdC, NOVAMENTE

Um endereço mais fácil e uma página personalizada em radioadc.no.sapo.pt.

Actualização: o endereço "oficial" é radio-adc.web.pt.

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Arquivado em: "Músicas"

quarta-feira, 28 de junho de 2006

RÁDIO AdC

Duas estações de rádio especialmente dedicadas aos leitores do "Abaixo de Cão". Abaixo de Cão Jazz Radio e Blog AdC Bjork Radio, cortesia do inovador sítio Pandora.

Um aviso a quem tem limites de tráfego internacional: sítio devorador de megas.

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Arquivado em: "Músicas"

domingo, 25 de junho de 2006

terça-feira, 20 de junho de 2006

OPERA BROWSER 9.0 FINAL

Saiu finalmente o navegador (browser) Opera 9.0 Final. Apesar de ser o meu programa "fetiche", não recomendo a sua instalação porque os tipos do Opera Software meteram na cabeça que tinham de usar o MSI Installer da Micro$oft. Da última vez que experimentei tal coisa fiquei com o XP tão "marado" que tive de recorrer ao Restauro de Sistema.
Não experimento enquanto não existir a opção do instalador "clássico" como havia durante a fase de testes (beta).

Actualização:
Esqueçam! Estou mesmo pitosga, não vi o link para o classic installer. Sendo assim podem instalar e desinstalar sem problemas (quando o servidor deixar de estar sobrecarregado).

sexta-feira, 16 de junho de 2006

BOLA DE BORLA

Não sou fanático de futebol, mas como detesto o monopólio Sport TV/ TV Cabo/ PT decidi divulgar uma dica do blogue Peopleware que descobri através dos Marretas:
Jogos do Mundial de borla? É só preciso instalar este programa e sintonizar o canal ESPN.

[Actualização: programa descontinuado]

sexta-feira, 9 de junho de 2006

JACARANDÁS

Sim, o Katraponga tem razão. Faltava Eugénio de Andrade...

DESPEDIDA

Junho chegara ao fim, a magoada
luz dos jacarandás, que me pousava
nos ombros, era agora o que tinha
para repartir contigo,
e um coração desmantelado
que só aos gatos servirá de abrigo.

quinta-feira, 8 de junho de 2006

AQUI JUNTO À JANELA


Jacarandás em flor, nem é preciso calendário para saber que estamos em Junho...

quinta-feira, 1 de junho de 2006

A PROPÓSITO DO DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

Uma questão às bestas quadradas que costumam estar no bar da FNAC a fumar e a produzir enormes nuvens tóxicas.
Por acaso já repararam que as lojas estão permanentemente cheias de crianças e que no Colombo o espaço infantil é mesmo ao lado da vossa "chaminé"?

segunda-feira, 29 de maio de 2006

SUGESTÃO MUSICAL PARA OS MAIS NOVOS E NÃO SÓ

Jovem, queres ouvir música a sério? Esquece os D'Zirt! Queres ouvir rap a sério? Esquece o Boss AC!

Aqui é que é!

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Arquivado em: (So)Risos

sexta-feira, 26 de maio de 2006

COLORGRAPHIA XLII-b ou PEQUENA HOMENAGEM DADAÍSTA AO OMNIPRESENTE "CÓDIGO DA VINCI"


Marcel Duchamp, "L.H.O.O.Q" 1919.
As letras do título não têm qualquer significado, mas quando lidas em francês e em voz alta soam como: "Elle a chaud au cul".

quarta-feira, 17 de maio de 2006

quarta-feira, 10 de maio de 2006

COLORGRAPHIA XLII (FALTAVA MONDRIAN)


Piet Mondrian. Composição II, em Vermelho, Azul e Amarelo, 1930.

Imagem alojada na Wikipedia.

segunda-feira, 8 de maio de 2006

SPAM VIRULENTO EM PORTUGUÊS (DO BRASIL)

Encontrei hoje este comovente e-mail na pasta do spam:
"Olá estamos fazendo um capanha para ajudar uma criança de 4 meses de idade que nasceu com um grave problema mais conhecido como elefantiase, que seria um excesso de crecimento de um orgão. Neste caso a criança tem um grave problema nos pés e nas mãos, a o tratamento dessa doença ainda não pode ser tratada no Brasil. Estamos fazendo essa campanha para arrecadar R$ 34.000,00 (trinta e quatro mil reais) para que seja feito o tratamento nos E.U.A..
A cada mensagem renderá para familia da criança R$ 0,13 (treze centavos) porfavor repasse a mensagem a todos q vc conheça que tenha bom coração para nos ajudar! Não custa nada quem precisa de você PASSE ADIANTE. Obrigado. Seja Voluntário!

[http://link apontando para um vírus]

Para visualizar a foto da criança é só clicar no link acima, que Deus te abençoe.!"

Deus te abençoe a p.q.p.! (Para quem não percebeu a abreviatura: a puta que pariu!)
Mas o que é que estes gajos ganham com isto?

quinta-feira, 4 de maio de 2006

PHOTOGRAPHIA XXVI


Jacques Henri Lartigue Pendant que j'ai encore une ombre, Opio, 1980

© Jacques-Henri Lartigue, Ministère de la Culture-France/AAJHL.

segunda-feira, 1 de maio de 2006

MAIO

''O OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO''

E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo:
- Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
E Jesus, respondendo, disse-lhe:
- Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás.
Lucas, cap. V, vs. 5-8.


Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.

mais...


Vinicius de Moraes
in Novos Poemas (II)
in Poesia completa e prosa: "Nossa Senhora de Paris" (1953-1957)
Rio de Janeiro . Nova Aguilar .1998

terça-feira, 25 de abril de 2006

"TANTO SANGUE, TANTA DOR, TANTA ANGÚSTIA, UM DIA - MESMO QUE O TÉDIO DE UM MUNDO FELIZ VOS PERSIGA - NÃO HÃO-DE SER EM VÃO"


"CARTA A MEUS FILHOS SOBRE OS FUZILAMENTOS DE GOYA"

Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.
É possível, porque tudo é possível, que ele seja
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.
E é possível que não seja isto, nem seja sequer isto
o que vos interesse para viver. Tudo é possível,
ainda quando lutemos, como devemos lutar,
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
ou mais que qualquer delas uma fiel
dedicação à honra de estar vivo.


(...)


Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém
vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la.
É isto o que mais importa - essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez
alguém está menos vivo ou sofre ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá.
Que tudo isto sabereis serenamente,
sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,
e sobretudo sem desapego ou indiferença,
ardentemente espero. Tanto sangue,
tanta dor, tanta angústia, um dia

- mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga -

não hão-de ser em vão. Confesso que
muitas vezes, pensando no horror de tantos séculos
de opressão e crueldade, hesito por momentos
e uma amargura me submerge inconsolável.
Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,
quem ressuscita esses milhões, quem restitui
não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
aquele instante que não viveram, aquele objeto
que não fruíram, aquele gesto
de amor, que fariam «amanhã».
E, por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.
mais...

Lisboa, 25 de Junho de 1959


Jorge de Sena

terça-feira, 18 de abril de 2006

domingo, 16 de abril de 2006

BOA PÁSCOA




Fotos da zona envolvente da minha casa, ao fundo a "Civilização"...

sexta-feira, 14 de abril de 2006

COLORGRAPHIA XLI


Josefa de Óbidos (ou Josefa de Ayala)(1634? - 1684). "Calvário" de 1679, óleo sobre madeira.

Clique na imagem para ver a ampliação.

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quinta-feira, 13 de abril de 2006

COLORGRAPHIA XL


Hans Holbein o Novo, "A Última Ceia" 1524-25.

Clique na imagem para ver a ampliação.

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