terça-feira, 25 de dezembro de 2012

COLORGRAPHIA XCIII


Piero della Francesca, Adorazione dei Pastori (Adoração dos Pastores) 1470-75, obra inacabada (?). Óleo sobre madeira de álamo, 124 x 123 cm. National Gallery, Londres.

Ligações:
Wikipédia - Piero della Francesca
Web Gallery of Art - Piero della Francesca, Nativity
The Guardian - A note-perfect Nativity by Piero della Francesca
Wikipédia - Natividade de Cristo na Arte


Boas Festas.

sábado, 15 de dezembro de 2012

MENSAGEM DE NATAL DE SUA EXCELÊNCIA O PROVEDOR DO LEITOR DO "ABAIXO DE CÃO"

Caros leitores, portugueses, europeus, terráqueos; dirijo-me a vós na qualidade de Provedor do Leitor propondo uma reflexão sobre os tempos que correm.

Nesta mágica altura do ano ficamos sempre comovidos com os gestos de ajuda dirigidos aos pobrezinhos, sabemos que no dia 24 todos os sem-abrigo terão direito a um jantar quente com bacalhau e bolo-rei, que os peditórios à porta do supermercado ajudarão muitos desgraçadinhos a terem um Natal de barriguinha cheia. Claro está que no resto do ano os responsáveis políticos, e todos nós, não se preocuparão muito com tal peso morto. Devo porém alertar que alguns dos que leem estas palavras poderão em 2013 estar à mesa da tal Ceia Caridosa.

Assim funciona uma comunidade liberalizada: o Estado Social dá lugar à Sociedade Caritativa. Com vigor e determinação o nosso Governo e a Troica entregam o que é de todos a restritos interesses particulares. Há poucos dias dirigi-me a um tribunal onde a segurança era assegurada por uma empresa privada, sempre que passo por um Mini Preço ou Pingo Doce vejo lá agentes da PSP ou GNR.

Passos Coelho, Cavaco e sua clique tudo fazem para construir a sociedade sonhada por Milton Friedman e Pinochet. O aluno que desmaia com fome na escola, a farmácia com falta de medicamentos, o aumento exponencial do consumo de papas pelos adultos, tudo isso são danos colaterais inevitáveis. Nas suas mentes estamos a caminho do Ultraliberalismo, nunca vivemos a utopia, mas o Estado Novo teve todas as condições para a alcançar. Tanto assim é que se volta aqui a citar, desta vez na íntegra, o artigo de Isabel do Carmo publicado a 27 de Setembro de 2011 no Público:

Já vivi nesse país e não gostei

O primeiro-ministro anunciou que íamos empobrecer, com aquele desígnio de falar ''verdade'', que consiste na banalização do mal, para que nos resignemos mais suavemente. Ao lado, uma espécie de contabilista a nível nacional diz-nos, como é hábito nos contabilistas, que as contas são difíceis de perceber, mas que os números são crus. Os agiotas batem à porta e eles afinal até são amigos dos agiotas. Que não tivéssemos caído na asneira de empenhar os brincos, os anéis e as pulseiras para comprar a máquina de lavar alemã. E agora as joias não valem nada. Mas o vendedor prometeu-nos que… Não interessa.

Vamos empobrecer. Já vivi num país assim. Um país onde os ''remediados'' só compravam fruta para as crianças e os pomares estavam rodeados de muros encimados por vidros de garrafa partidos, onde as crianças mais pobres se espetavam, se tentassem ir às árvores. Um país onde se ia ao talho comprar um bife que se pedia “mais tenrinho” para os mais pequenos, onde convinha que o peixe não cheirasse “a fénico”. Não, não era a “alimentação mediterrânica”, nos meios industriais e no interior isolado, era a sobrevivência.

Na terra onde nasci, os operários corticeiros, quando adoeciam ou deixavam de trabalhar vinham para a rua pedir esmola (como é que vão fazer agora os desempregados de ''longa'' duração, ou seja, ao fim de um ano e meio?). Nessa mesma terra deambulavam também pela rua os operários e operárias que o sempre branqueado Alfredo da Silva e seus descendentes punham na rua nos ''balões'' (''Olha, hoje houve um 'balão' na CUF, coitados!''). Nesse país, os pobres espreitavam pelos portões da quinta dos Patiño e de outros, para ver ''como é que elas iam vestidas''.

Nesse país morriam muitos recém-nascidos e muitas mães durante o parto e após o parto. Mas havia a ''obra das Mães'' e fazia-se anualmente ''o berço'' nos liceus femininos onde se colocavam camisinhas, casaquinhos e demais enxoval, com laçarotes, tules e rendas e o mais premiado e os outros eram entregues a famílias pobres bem- comportadas (o que incluía, é óbvio, casamento pela Igreja).

Na terra onde nasci e vivi, o hospital estava entregue à Misericórdia. Nesse, como em todos os das Misericórdias, o provedor decidia em absoluto os desígnios do hospital. Era um senhor rural e arcaico, vestido de samarra, evidentemente não médico, que escolhia no catálogo os aparelhos de fisioterapia, contratava as religiosas e os médicos, atendia os pedidos dos administrativos (''Ó senhor provedor, preciso de comprar sapatos para o meu filho''). As pessoas iam à "Caixa", que dependia do regime de trabalho (ainda hoje quase 40 anos depois muitos pensam que é assim), iam aos hospitais e pagavam de acordo com o escalão. E tudo dependia da Assistência. O nome diz tudo. Andavam desdentadas, os abcessos dentários transformavam-se em grandes massas destinadas a operação e a serem focos de septicemia, as listas de cirurgia eram arbitrárias. As enfermarias dos hospitais estavam cheias de doentes com cirroses provocadas por muito vinho e pouca proteína. E generalizadamente o vinho era barato e uma ''boa zurrapa''.

E todos por todo o lado pediam ''um jeitinho'', ''um empenhozinho'', ''um padrinho'', ''depois dou-lhe qualquer coisinha'', ''olhe que no Natal não me esqueço de si'' e procuravam ''conhecer lá alguém''.

Na província, alguns, poucos, tinham acesso às primeiras letras (e últimas) através de regentes escolares, que elas próprias só tinham a quarta classe. Também na província não havia livrarias (abençoadas bibliotecas itinerantes da Gulbenkian), nem teatro, nem cinema.

Aos meninos e meninas dos poucos liceus (aquilo é que eram elites!) era recomendado não se darem com os das escolas técnicas. E a uma rapariga do liceu caía muito mal namorar alguém dessa outra casta. Para tratar uma mulher havia um léxico hierárquico: você, ó; tiazinha; senhora (Maria); dona; senhora dona e… supremo desígnio – Madame.

Os funcionários públicos eram tratados depreciativamente por "mangas-de-alpaca" porque usavam duas meias mangas com elásticos no punho e no cotovelo a proteger as mangas do casaco.

Eu vivi nesse país e não gostei. E com tudo isto, só falei de pobreza, não falei de ditadura. É que uma casa bem com a outra. A pobreza generalizada e prolongada necessita de ditadura. Seja em África, seja na América Latina dos anos 60 e 70 do século XX, seja na China, seja na Birmânia, seja em Portugal.

Desejo a todos que as próximas 52 semanas sejam plenas de solidariedade. Entretanto mandem bardamerda quem vos impinge a caridadezinha dizendo-vos que têm que saber empobrecer.

Camargo V. Neno

domingo, 9 de dezembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

COLORGRAPHIA XCI


Camille Pissarro (1830 - 1903) - "L’Île Lacroix, Rouen" (O Efeito do Nevoeiro) [1888].

Pisarro visitando o Abaixo de Cão no dia em que se completam 109 anos sobre o seu desaparecimento.

Ligações:
Camille Pissarro na Wikipédia
Culturamix.com - Pissarro
Ocaiw.com - imagens dos museus, galerias de arte e fundações
Camille Pissarro - Wikipedia in English
Camille-Pissarro.org
Camille Pissarro on Wikipaintings


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

inCITAÇÕES X



Este não é um blogue marxista, mas as palavras acima reproduzidas refletem a realidade dos nossos dias. Poupar sim, para no futuro se poder comer, beber e ir ao teatro. Somente sobreviver para alimentar os agiotas internacionais, nunca!

Quem quiser um cartaz para colar em locais públicos tem aqui o PDF.

Imagem do utilizador do Flickr Alaskan Dude, licença Creative Commons.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

YOUTUBE MUSICAL XXIII - BACH BEM TEMPERADO



Desconhecia por completo o Ensemble Barroco Croata, descobri-o no YouTube e fiquei boquiaberto. Perfeição técnica, fidelidade musicológica, vivacidade, emoção e sentimento. Oiçam o Concerto Brandeburguês n.º 5 e deliciem-se com estes talentosos músicos.

Vídeo HD em ecrã maximizado.
Página do vídeo no YouTube.
Canal do YouTube com mais excelentes gravações.

sábado, 13 de outubro de 2012

COLORGRAPHIA XC


Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571 – 1610): Nossa Senhora e O Menino com Santa Ana (1605/06). Óleo sobre tela, dimensões: 292 cm × 211 cm, exposto na Galleria Borghese, Roma.

No dia 13 de Outubro uma obra sobre a Virgem Maria. Caravaggio representando Cristo, sua mãe e a sua (apócrifa) avó: Santa Ana.

Uma alegoria representando o esmagamento da serpente, símbolo do demónio e do Pecado Original, pela Virgem e por Jesus.

Pintura que causou celeuma ao apresentar Maria com um corpete, tornado-a demasiado humana...

Caravaggio = sublime.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

LISTAS - 10 SÍTIOS DA INTERNET COM BORLAS

Nos tempos que correm grátis é o preço mais atrativo. Aqui fica uma lista de 10 sítios, aleatoriamente organizada, com coisas à borla dentro e fora da Internet.
  1. Tralheiros (in)utilidades a preço zero.
  2. Escape (viagens) eventos com entrada livre. 
  3. Agenda Cultural dos Tesos atividades culturais à borla. 
  4. Project Guttenberg livros eletrónicos a zero cêntimos em múltiplas línguas.
  5. Ebooks Libres et Gratuits livros eletrónicos em francês sem ter de pagar um tostão.
  6. OpenCulture: 500 Free Movies Online veja filmes de qualidade (em inglês) sem pagar bilhete.
  7. Grooveshark oiça qualquer tipo de música enquanto navega, sem pagar taxa...
  8. SMS Borlix envie 10 SMS diários à borla para as 3 operadoras.
  9. Sistine Chapel visite a Capela Sistina sem sair de casa gastando zero na viagem, no hotel e no museu.
  10. Gizmos Freeware Reviews encontre aqui o melhor freeware do mundo.
Tenha em atenção que a listagem apresenta recursos que estão dentro da legalidade. Ao procurar o grátis não infrinja a lei e sobretudo não se envolva com burlões.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

PHOTOGRAPHIA XLVI - O ESTADO DA NAÇÃO


Joshua Benoliel – A Nação, 21 de Outubro de 1913.

Uma metáfora do atual estado da nação, a (esteticamente magnífica) fotografia do assalto ao jornal monárquico "A Nação". Num período revolucionário seria compreensível o "empastelamento" da imprensa ou o medo das revoltas populares, um século depois é inexplicável comemorar a República escondendo-se do Povo.

Post scriptum: Cavaco Silva ao permitir o hastear da bandeira "ao contrário" será sujeito a pena de prisão até dois anos ou pena de multa até 240 dias?

terça-feira, 2 de outubro de 2012

PHOTOGRAPHIA XLV


Eugène Atget (1857-1927). Montmartre : rue Saint-Vincent, 1900.

Quando Montmartre era ainda uma "aldeia", uma fotografia do mestre Atget.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

UNIDOS COMO OS DEDOS DA MÃO!


Quem não está em Belém apareça (se estiver por perto). É preciso travar os homicidas de Portugal!

Post scriptum: quem disse que o Povo unido pode ser vencido?

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

PHOTOGRAPHIA XLIV - UMA VISÃO DE FUTURO


Refugiados da seca no Oklahoma acampando à beira da estrada, Blythe, Califórnia, 1936. Fotografia no Domínio Público.

Uma mãe fugindo duma terra desolada pela seca e esperando por trabalho nos campos de algodão. O retrato da Grande Depressão parida pelos criminosos de Wall Sreet em 1929. O génio de Dorothea Lange. A visão de futuro dos governantes portugueses...

domingo, 9 de setembro de 2012

ABAIXO DE CÃO - 9 ANOS NA INTERNET

Comemora-se hoje o nono aniversário deste blogue. 9 anos, 2 presidentes da República, 4 primeiro-ministros, 5 ministros das finanças, 2 papas (!), 3 olimpíadas.

Uma vida longa para os padrões da Internet, uma experiência extremamente enriquecedora.
Este blogue, juntamente com a amizade (AA, és das raras pessoas que ainda me fazem acreditar na humanidade), constitui uma das poucas coisas positivas no difícil período que o autor atravessa.

Apesar das adversidades o Abaixo de Cão continuará ativo. Nem que seja para relatar e documentar as cerimónias fúnebres de Portugal. Será então, muito provavelmente, um blogue escrito por um sem-abrigo com esporádico acesso à Internet.

Um sincero agradecimento aos leitores dos 5 continentes que ao longo de quase uma década por aqui passaram.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

DEFINITIVAMENTE DESAPARECEU A NORMALIDADE DEMOCRÁTICA

Já se sabia que no futuro todos seriam roubados, no público e no privado. Como é possível reduzir o ordenado a quem ganha o salário mínimo?

Convenci-me agora que a normalidade democrática desapareceu definitivamente. É preciso afastar estes governantes traidores, nem que seja à força. É preciso correr com os vampiros da alta finança internacional.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

COLORGRAPHIA LXXXIX


As Tentações de Santo Antão, 1646.

Santo Antão inspirou ao longo dos séculos muitos pintores, dos frescos italianos do Séc. X a Salvador Dali. Aconselho vivamente a visita ao Museu Nacional de Arte Antiga para ver a magnífica versão de Hieronymus Bosch.
Porém hoje publico a assustadora obra de Salvatore Rosa. Neste quadro podemos ver o santo sendo aterrorizado pelos demónios (eu diria miragens ou alucinações do deserto). Uma pintura de 1646, muitos séculos antes de Ridley Scott...

P.S. a face de Santo Antão é um auto-retrato do pintor.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

COLORGRAPHIA LXXXVIII


Champs de Mars. La Tour rouge. 1911. Art Institute of Chicago.

Uma das obras de Robert Delaunay, pintor francês que influenciou e foi influenciado por Eduardo Viana, Amadeo de Souza Cardoso e Almada Negreiros.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O "ABAIXO DE CÃO" FAZENDO CONCORRÊNCIA AO GOOGLE*

Cada vez mais se acede à Internet atraves de dispositivos móveis.
Usando o Opera Mini consegue-se navegar comodamente mesmo em telefones mais primitivos, porém os motores de busca pré-definidos limitam-se aos serviços do Google. Para resolver o problema criei uma página pessoal com pesquisas gerais, de imagens, de enciclopédias e de muitas outras categorias. Hoje resolvi divulgá-la, podem-na encontrar no endereço linksnavegar.no.sapo.pt/m.htm, goo.gl/9AHQo ou bit.ly/O5DVd2.
Existe também a versão Web (concorrente do Google) em Pesquisar.web.pt ou linksnavegar.no.sapo.pt/p.htm. Espero que alguém lhes encontre alguma utilidade...

Recordo novamente que o Abaixo de Cão marca presença em sítios como:

Fico feliz pelas reações positivas no Facebook relativamente à reativação deste espaço. Gostaria porém que de quando em vez alguém aqui deixasse um comentáio.

* just kidding!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

TODA A GENTE PENSA QUE:

Eu estou sempre a trabalhar pois normalmente faço férias (muito) repartidas.

Eu não me canso pois normalmente não me lamento.

Eu não tenho problemas financeiros pois tenho um emprego.

Eu possuo uma saúde de ferro pois nunca vou ao médico. Se me queixo de algo (que possa parecer) mais grave é porque sou hipocondríaco.

A minha inspiração para este blogue é infinita pois é um espaço que existe há quase 9 anos.


Por tudo isto resolvi reativar o Abaixo de Cão. Cheguei à conclusão que quando me queixo ninguém me leva a sério, quando ameaço matar o blogue ninguém reage.

Portanto enquanto puder: business as usual.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

EM PAUSA

Entrou este blogue em pausa por tempo indefinido.

Férias? Não, isso é um luxo nos tempos que correm.
Cansaço? Talvez.
Por terem os blogues ficado fora de moda? Talvez.
Porque as ligações à Internet são caras e o dinheiro não abunda? Talvez.
Porque o seu autor já não tem uma saúde de ferro e os cuidados médicos não são acessíveis? Talvez.

Voltará o AdC um dia destes para celebrar o seu aniversário, talvez.

Um sincero agradecimento a todos os leitores que ao longo de quase 9 anos deram vida a este espaço.

domingo, 15 de julho de 2012

COLORGRAPHIA LXXXVII - O VERÃO


Pieter Bruegel, o Velho (1525/30 - 1569); Verão 1568. Caneta e Tinta da India sobre papel, 220 x 286 mm. Kunsthalle, Hamburgo.


Giuseppe Arcimboldo (c. 1527 - 1593); Verão 1573, óleo sobre tela 76 x 64 cm. Museu do Louvre, Paris.


Claude Lorrain (1600 - 1682); Porto com o Embarque da Rainha de Sabá 1648, óleo sobre tela, 148 x 194 cm. National Gallery, Londres.


Rosalba Carriera (1675 – 1757); Verão c. 1725, Pastel sobre papel cinza colado em cartão, 24 x 19 cm. Museu do Hermitage, São Petersburgo.


Giovanni Domenico Tiepolo (1727 – 1804); Passeio de Verão 1757, fresco da Villa Valmarana ai Nani, Vicenza, Itália.


Caspar David Friedrich (1774 - 1840); O Verão 1807, óleo sobre tela 71 x 104 cm. Neue Pinakothek,  Munique.


Pierre-Auguste Renoir (1841 - 1919);  Paisagem de Verão. óleo sobre tela 54.6 x 64.7 cm . Museu Thyssen Bornemisza de Madrid.


Camille Pissarro (1830 - 1903); Vegetação Rasteira no Verão 1879, óleo sobre tela 126 x 162 cm. The Cleveland Museum of Art.


Claude Monet (1840 - 1926); Vetheuil no Verão 1880, óleo sobre tela 60 x 99.7 cm. National Gallery of Art, Washington.

Vincent van Gogh (1853 - 1890);  Tarde de Verão, Campo de Trigo com Pôr do Sol 1888, óleo sobre tela 188 x 231 cm. Kunstmuseum, Winterthur, Suíça.


Alfred Sisley, (1839 - 1899);  O Rio Loing em Moret, no Verão 1891, óleo sobre tela 71 x 91 cm. Coleção privada.

Verão: o tema comum a 11 obras pintadas num período de 323 anos.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

inCITAÇÕES IX



"A rather vicious cycle has been at work for years. Reduced taxes on the rich leave them with more money to influence politicians and politics. Their influence wins them further tax reductions, which gives them still more money to put to political use. When the loss of tax revenue from the rich worsens already strained government budgets, the rich press politicians to cut public services and government jobs and not even debate a return to the higher taxes the rich used to pay."

Richard D. Wolff no The Guardian de 1 de Março de 2011.

Fotografia de Missmareck, licença Creative Commons.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

INCONSTITUCIONAL MA NON TROPPO

Decidiu o Tribunal Constitucional declarar inconstitucionais os cortes dos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos. Compreendo o princípio da igualdade, embora bastasse ler o artigo que determina que todos têm direito a férias pagas, só não compreendo como é possível restringir os efeitos da declaração de inconstitucionalidade e assim legalizar o roubo em 2012.

Já sabem, caros leitores, em nome da igualdade não há subsídios pra ninguém durante o ano de 2013 (e 2014 e 2015 e... ?).

Entrámos oficialmente na OIDF (Organização Internacional das Democracias de Fachada).

sexta-feira, 29 de junho de 2012

COLORGRAPHIA LXXXVII - PAUL KLEE


O Cavaleiro Negro, 1927 (período Bauhaus). Coleção do Estado da Renânia do Norte-Vestfália.

Evocando Paul Klee, o multifacetado artista falecido neste dia há 72 anos.

terça-feira, 12 de junho de 2012

QUADRAS inPOPULARES



Inaugurando a época dos Santos Populares aqui fica uma pequena quadra. Mais uma obra-prima do Departamento de Marketing.
Se houver alguém interessado em divulgar o cartaz tem aqui o PDF.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

inCITAÇÕES VIII



A banker is a fellow who lends you his umbrella when the sun is shining, but wants it back the minute it begins to rain. Mark Twain

Um cartaz a ser afixado brevemente em vários locais de Lisboa. O Departamento de Marketing deste blogue está a exagerar, quem vê a publicidade fica depois desiludido quando aqui chega...

Créditos da fotografia: Jackie Martinez por Mark J. Sebastian, licença Creative Commons.

P.S. - Poderá encontrar um cartaz "sobrevivente" na estação de Metro do Marquês, átrio de acesso à Linha Amarela. Olhe para a máquina de Multibanco do Millenium perto do Café Sical. Pelo menos este Sábado (dia 9 de Junho) ainda lá estava...

quarta-feira, 30 de maio de 2012

CUIDADO COM O FACEBOOK

Domingo, navegava eu alegremente quando me surge uma notificação contendo o meu endereço de e-mail: "seja bem-vindo ao Facebook". Mais uma tentativa de phishing, pensei eu, contudo depois de analisar o endereço do remetente constatei tratar-se duma mensagem genuína. Como não me tinha inscrito em coisa nenhuma e perante a possibilidade dum hacker ter acedido ao meu correio eletrónico decidi mudar a respetiva senha. Porém depois de algumas pesquisas concluí que basta um endereço de e-mail, real ou inventado, para se ter acesso imediato às funcionalidades da rede social. Não é necessária qualquer confirmação!

Decidi então passar à ação: solicitei a recuperação de senha e entrei na conta onde encontrei a fotografia dum miúdo (brasileiro) no perfil. Acedi às opções e alterei a senha. Depois limpei todos os dados possíveis de limpar, cliquei então aqui e apaguei a conta, mesmo assim terei de esperar 14 dias. Ontem recebi um pedido de recuperação de senha que ignorei, cliquei, isso sim, na ligação "se não solicitou nova senha informe-nos".

Parece que o assunto está arrumado, mas fico perplexo com a irresponsabilidade demonstrada por um gigante da Internet. Só consigo concluir que o Facebook quer é vender olhos aos anunciantes estando positivamente a cagar-se para a privacidade e segurança dos (não) utilizadores.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

BERNARDO

Continuo incrédulo, tal como fiquei ao ouvir na sexta-feira a notícia da morte de Bernardo Sassetti.

Tive oportunidade de o ouver há um ano no Uma Coisa em Forma de Assim. Durante uma hora o seu piano, bailarinos e coreógrafos proporcionaram um espetáculo inesquecível. Com ecos de Debussy, de Xenakis, de Keith Jarrett, a obra músical que deu vida às coreografias foi de uma originalidade surpreendente.

Fiquei então convencido que Bernardo iria ser um dos mais importantes compositores portugueses do Séc. XXI, mal sabia eu que a sua vida e obra acabariam tragicamente...

terça-feira, 1 de maio de 2012

COLORGRAPHIA LXXXVI - UMA VISÃO DE FUTURO


Vincent Van Gogh, "Os Comedores de Batatas" 1885, óleo sobre tela 82 × 114 cm. Museu Van Gogh, Amesterdão.

Um quadro com 157 anos que ilustra a visão de futuro do atual Primeiro-Ministro:
Estejam preparados para viver nos próximos anos com um desemprego superior ao que estão habituados.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

CONTRA O DESPOTISMO

Sanhudo, inexorável Despotismo
Monstro que em pranto, em sangue a fúria cevas,
Que em mil quadros horríficos te enlevas,
Obra da Iniquidade e do Ateísmo:

Assanhas o danado Fanatismo,
Porque te escore o trono onde te enlevas;
Por que o sol da Verdade envolva em trevas
E sepulte a Razão num denso abismo.

Da sagrada Virtude o colo pisas,
E aos satélites vis da prepotência
De crimes infernais o plano gizas,

Mas, apesar da bárbara insolência,
Reinas só no ext'rior, não tiranizas
Do livre coração a independência.


Soneto de José Maria Barbosa du Bocage.

(A parte do Ateísmo é que enfim...)

UMA NOTÍCIA TRISTE ANTECEDENDO UM DIA DE FESTA



Miguel Portas, um dos poucos políticos sérios (e a sério) de Portugal.

terça-feira, 24 de abril de 2012

ASSINALANDO O 24 DE ABRIL

Hoje é dia 24 de Abril, data que alguns prefeririam comemorar, gente que ao longo destes anos tudo tem feito para apagar o significado da Revolução dos Cravos. Ultimamente chegaram ao ponto de afirmar que depois de 74 se gastou o que Salazar tinha poupado, segundo estes neo-fachos o Professor deixou aos portugueses enormes reservas de ouro que os comunas se encarregaram de delapidar.
Sim, é verdade: a riqueza acumulada pelo Estado Novo é indesmentível, mas não há qualquer dúvida que a maioria da população foi roubada para que alguns se locupletassem. País de cofres cheios e de estômagos vazios: "no meu tempo uma sardinha dava para três...".

Comemorei o oitavo aniversário 3 meses antes da revolução, mas desse curto tempo de vida lembro-me do sofrimento de gente com quem me cruzei.

Lembro-me bem que o medo era uma realidade palpável, tinha eu uns 5 anos e vinha subindo a Casal Ribeiro, a minha mãe protestava ruidosamente por no supermercado lhe terem pedido dinheiro pelo saco de plástico (1 escudo?), invetivava publicamente o Presidente do Conselho e eu chorando olhava à minha volta receando que aparecesse alguém para a calar.

Lembro-me bem desses dias de chumbo, da escola com o crucifixo na parede ladeado das fotografias de Tomás e Caetano. Da cacofonia na sala de aulas com a professora ensinando em simultâneo a primeira e a quarta classe, assim tinha de ser pois rapazes e raparigas andavam em escolas diferentes.

Lembro-me de visitar os meus avós maternos no Minho e de ver o meu avô abrir toda a correspondência dirigida à minha avó, que era das poucas mulheres mais velhas que sabia ler. Lembro-me das casas da aldeia não terem retretes.

Lembro-me do sr.Alfredo e das histórias que se contavam entre dentes, a sua mulher queria separar-se por maus tratos (não havia direito a divórcio) sem que ele o permitisse, um belo dia tendo o minhoto surpreendido a cara-metade a "por-lhe os cornos" lava a honra com sangue esfaqueando-a mortalmente. "Apanhou" pena suspensa, coisa vulgar nessa época, especialmente na província. A Mulher era então um ser em perpétua menoridade.

Lembro-me das campanhas de  prevenção da cólera logo a seguir ao 25 de Abril, o país sofrera surtos regulares desde 1971. Afinal não era um estado civilizador, como então se dizia, mas objetivamente uma nação do Terceiro Mundo.

Ainda sobre o país do 24 de Abril  não posso deixar de citar o artigo de Isabel do Carmo no Público intitulado Vamos Lá Empobrecer:
"O primeiro-ministro anunciou que íamos empobrecer, com aquele desígnio de falar "verdade", que consiste na banalização do mal, para que nos resignemos mais suavemente. Ao lado, uma espécie de contabilista a nível nacional diz-nos, como é hábito nos contabilistas, que as contas são difíceis de perceber, mas que os números são crus."
(...)
"Na terra onde nasci, os operários corticeiros, quando adoeciam ou deixavam de trabalhar vinham para a rua pedir esmola (como é que vão fazer agora os desempregados de "longa" duração, ou seja, ao fim de um ano e meio?). "
(...)
"Nesse país morriam muitos recém-nascidos e muitas mães durante o parto e após o parto. Mas havia a "obra das Mães" e fazia-se anualmente "o berço" nos liceus femininos onde se colocavam camisinhas, casaquinhos e demais enxoval, com laçarotes, tules e rendas e o mais premiado e os outros eram entregues a famílias pobres bem-comportadas (o que incluía, é óbvio, casamento pela Igreja). "
(...)
"Na província, alguns, poucos, tinham acesso às primeiras letras (e últimas) através de regentes escolares, que elas próprias só tinham a quarta classe. Também na província não havia livrarias (abençoadas bibliotecas itinerantes da Gulbenkian), nem teatro, nem cinema. "
(...)
"Eu vivi nesse país e não gostei. E com tudo isto, só falei de pobreza, não falei de ditadura. É que uma casa bem com a outra. A pobreza generalizada e prolongada necessita de ditadura. Seja em África, seja na América Latina dos anos 60 e 70 do século XX, seja na China, seja na Birmânia, seja em Portugal "

Eu também vivi nesse país e não gostei porque me lembro. É preciso que todos tomem consciência da nossa história recente, o "custe o que custar" de alguns políticos pode fazer-nos recuar pelo menos 4 décadas.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

MAIS inCITAÇÕES PÚBLICAS

Quem passou pela Baixa-Chiado neste sábado (dia 14) teve oportunidade de ver 3 cartazes:

Aristóteles - Injustiça:
Estátua do Chiado.
Cadeira do Fernando Pessoa.
Portão do Quartel-General da GNR ao Carmo.
Entrada dos Armazéns do Chiado.
Rua do Carmo.
Livraria Leya no Rossio.
Comboios da Linha Azul do Metro de Lisboa.

Goethe:
Rua do Carmo.
Largo da Trindade.
Largo do Carmo.
Comboios da Linha Azul do Metro de Lisboa.

Aristóteles - Deus:
Entrada de 3 igrejas no Chiado, não me perguntem o nome que não sou cliente destes estabelecimentos.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

inCITAÇÕES - ORA EÇA! (II)

"Nós estamos num estado comparável, correlativo à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma ladroagem pública, mesma agiotagem, mesma decadência de espírito, mesma administração grotesca de desleixo e de confusão. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país católico e que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa – citam-se ao par a Grécia e Portugal. Somente nós não temos como a Grécia uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da arte."

Eça de Queirós, in "As Farpas".

Note-se que o excerto acima reproduzido não foi publicado na semana passada, mas sim em 1872. Efetivamente evoluímos muito pouco em 140 anos.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

inCITAÇÕES PÚBLICAS III


Ia jurar já ter visto este cartaz lá para os lados do Chiado, mas certamente devo ter sonhado.

sábado, 31 de março de 2012

inCITAÇÕES PÚBLICAS II




Cartazes avistados nesta sexta-feira (30 de Março) em sítios como:

Comboios da Linha Amarela e Azul do Metro de Lisboa.
Estação de Metro do Marquês de Pombal.
Para-brisas dum BMW topo de gama.
Sede do Banco Espírito Santo.
Estação do Rossio.
Livraria Leya.
Edifício Millenum BCP e Barclays da Rua Augusta.
Teatro Nacional D. Maria II.
Esquadra da PSP do Rossio.
Coliseu dos Recreios (desta vez o Gambrinus escapou).
Teatro Politeama.
Hard Rock Cafe.
Casa de "compramos ouro" nos Restauradores e em muitos outros locais de que agora não me lembro.

sexta-feira, 30 de março de 2012

inCITAÇÕES PÚBLICAS

A partir de hoje poderá ler aqui citações de gente que nunca se acaba. Brevemente num transporte público perto de si (se os usar em Lisboa)...

quarta-feira, 28 de março de 2012

COLORGRAPHIA LXXXVI


Jan van der Heyden (1637 – 1712). "A Nova Sede Municipal de Amesterdão" c. 1652, Museu do Louvre, Paris.

Faz-me lembrar o Barry Lyndon do Kubrick...

domingo, 4 de março de 2012

COLORGRAPHIA LXXXV


Montanhas (Paisagem Rochosa), c. 1913. Óleo sobre tela, 1,30 x 1 m, Museu de Arte Moderna de S. Francisco.


Assinalando a data do desaparecimento de Franz Marc aqui fica uma obra do período cubista. Em breve o pintor alemão regressará a este blogue.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

PHOTOGRAPHIA XLII

Rossini em 1856, fotografia de Nadar pertencente à coleção do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.

Seguindo o exemplo do Google também este blogue assinala o 220.º aniversário de Gioachino Rossini, compositor amado e odiado que o fabuloso Félix Nadar aqui tão bem retratou.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ADEUS GUSTAV


Cadenza do primeiro andamento, "Allegro", do Concerto Brandeburguês n.º 5 de J.S. Bach. No cravo Gustav Leonhardt; pequeno excerto do filme "Chronik der Anna Magdalena Bach" realizado por Jean-Marie Straub em 1968.

Morreu ontem, dia 16, Gustav Leonhardt. Musicólogo, cravista, organista e até ator que revolucionou a nossa maneira de "olhar" a música antiga.

Perante o seu desaparecimento só me apetece citar Almada Negreiros:
"As pessoas que eu mais admiro são aquelas que nunca acabam".

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

CORREÇÃO: UM ÓTIMO 2012!

Conforme podem constatar pelo título este blogue passou a reger-se pelo Acordo Ortográfico de 1990. Consegui adaptar o corretor do Libre Office ao navegador Opera, programa que uso constantemente , mas mesmo assim tive muitas hesitações. Estranhei as mudanças, pensei até (reacionariamente) em "conservar a tradição", porém todas as reticências se dissiparam ao reler A Cidade e as Serras na edição de 1901.
Admito que existem válidos argumentos contra, desde a preservação da herança cultural até à própria preguiça. Fico todavia com a sensação de que o chauvinismo é a principal motivação dos defensores do "não". Ouvi e li vezes sem conta frases como: "nunca na vida vou escrever em brasileiro!". Gente muito preocupada com a nossa língua, mas capaz de recorrer a "palavras" como deletar, assemblar, box, pen, ou display.

P.S. — Palavras como adaptar, facto, intelectual ou pacto não sofrem qualquer alteração.
Clique em "Mensagens antigas" para ler mais artigos fantásticos do Arquivo.

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