quarta-feira, 20 de julho de 2011

SAIBA O QUE PERDERÁ QUANDO FOR ASSALTADO EM DEZEMBRO

Como as dúvidas sobre o Assalto Imposto Extraordinário são mais que muitas sugiro a utilização deste simulador da DECO.

Não fiquem tristes, o dinheiro arrecadado chega para pagar o negócio dos submarinos...

terça-feira, 5 de julho de 2011

O AdC NO FB www.facebook.com/AbaixoDeCao

Este blogue tinha já uma página no Facebook, porém como os fãs eram menos de 25 não podia usar a marca "Abaixo de Cão". Tendo agora chegado aos 28 já posso apresentar um endereço fácil de memorizar, ou seja: facebook.com/AbaixoDeCao.

Obrigado a todos os que clicaram em "Gosto", poderá não ter muita utilidade, mas sempre é uma "página de vaidade"...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

inCITAÇÕES - ORA EÇA!

José Maria Eça de Queiroz (1845 – 1900)

"Com o fisco, paga-se sempre e nunca se questiona, porque naturalmente depois é-se obrigado a pagar mais."
- in «Uma Campanha Alegre» (Volume I, Capítulo XLVIII: O fisco na província)

"Logo que na ordem económica não haja um balanço exacto de forças, de produção, de salários, de trabalhos, de benefícios, de impostos, haverá uma aristocracia financeira, que cresce, reluz, engorda, incha, e ao mesmo tempo uma democracia de produtores que emagrece, definha e dissipa-se nos proletariados."
- in «Prosas Bárbaras»

"A arbitragem - que até aqui, neste período de crise comercial, tem servido apenas para decidir reduções de salário, servirá um dia quando a prosperidade renascer, para decidir os aumentos de salário. O meio legal de que se têm utilizado os patrões - para fazer baixar os salários - será um dia o mesmo de que se servirão os operários para os fazer subir."
- in «O distrito de Évora»

"Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o Estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?"
- in «O distrito de Évora» (1867)

" Hoje que tanto se fala em crise, quem não vê que, por toda a Europa, uma crise financeira está minando as nacionalidades? É disso que há-de vir a dissolução. Quando os meios faltarem e um dia se perderem as fortunas nacionais, o regime estabelecido cairá para deixar o campo livre ao novo mundo económico"
- in «O distrito de Évora» (1867)

Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura.
- in «Correspondência» (1891)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

CURIOSIDADE - UM "SPEED DIAL" PESSOAL

O Speed Dial do Opera é um recurso que já não consigo dispensar. O pior é que quando estou longe das minhas máquinas, em casa de um amigo ou num cibercafé, tenho de recorrer a alternativas em linha sempre insatisfatórias. Para resolver o problema publiquei uma página leve e funcional que assim me fica acessível em qualquer lado.

Para quem ficou curioso, os ícones à moda do iPhone foram gerados no Quirco.com - Online iPhone icon maker

 PS: trata-se apenas de uma curiosidade, é uma cópia temporária duma página de uso pessoal e serve para provar que com um pouco de paciência tudo se consegue adaptar ao nosso gosto.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

GUSTAV MAHLER 100 ANOS DEPOIS


O compositor com 38 anos. Fotografia de Friedrich Nicolas Manskopf tirada em 1898.

No dia 18 de Maio de 1911 morria Gustav Mahler. Uma data a assinalar, mas não é necessário nenhum pretexto para o ouvir pois todos os dias são dias de Mahler.

Entretanto alguem me consegue dizer se está programado algum concerto de jeito na zona de Lisboa? É que não encontro nada!

domingo, 1 de maio de 2011

COLORGRAPHIA LXXXII - O TRABALHO


Gustave Caillebotte Les raboteurs de parquet 1875, óleo sobre tela, Museu d'Orsay - Paris.

A Arte e o Trabalho no Primeiro de Maio, um dia que nos faz reflectir e colocar questões. Eram os trabalhadores mais produtivos quando tinham poucos ou nenhuns direitos? Então porque é que os liberais de serviço deste país tudo fazem para regressar ao séc. XIX?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

PHOTOGRAPHIA XXXIX - MAIS UMA VEZ ATGET


Eugène Atget - Cour 41 rue Broca 5, Paris, 1912.


Fille de la rue Asselin, 1921.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O INEVITÁVEL É INVIÁVEL

Manifesto 74/74: O inevitável é inviável - Manifesto dos 74 nascidos depois de 74

Setenta e quatro cidadãos vêm-nos recordar que Abril não pode morrer.

Somos cidadãos e cidadãs nascidos depois do 25 de Abril de 1974. Crescemos com a consciência de que as conquistas democráticas e os mais básicos direitos de cidadania são filhos directos desse momento histórico. Soubemos resistir ao derrotismo cínico, mesmo quando os factos pareciam querer lutar contra nós: quando o então primeiro-ministro Cavaco Silva recusava uma pensão ao capitão de Abril, Salgueiro Maia, e a concedia a torturadores da PIDE/DGS; quando um governo decidia comemorar Abril como uma «evolução», colocando o «R» no caixote de lixo da História; quando víamos figuras políticas e militares tomar a revolução do 25 de Abril como um património seu. Soubemos permanecer alinhados com a sabedoria da esperança, porque sem ela a democracia não tem alma nem futuro.

O momento crítico que o país atravessa tem vindo a ser aproveitado para promover uma erosão preocupante da herança material e simbólica construída em torno do 25 de Abril. Não o afirmamos por saudosismo bacoco ou por populismo de circunstância. Se não é de agora o ataque a algumas conquistas que fizeram de nós um país mais justo, mais livre e menos desigual, a ofensiva que se prepara – com a cobertura do Fundo Monetário Internacional e a acção diligente do «grande centro» ideológico – pode significar um retrocesso sério, inédito e porventura irreversível. Entendemos, por isso, que é altura de erguermos a nossa voz. Amanhã pode ser tarde.

O primeiro eixo dessa ofensiva ocorre no campo do trabalho. A regressão dos direitos laborais tem caminhado a par com uma crescente precarização que invade todos os planos da vida: o emprego e o rendimento são incertos, tal como incerto se torna o local onde se reside, a possibilidade de constituir família, o futuro profissional. Como o sabem todos aqueles e aquelas que experienciam esta situação, a precariedade não rima com liberdade. Esta só existe se estiverem garantidas perspectivas mínimas de segurança laboral, um rendimento adequado, habitação condigna e a possibilidade de se acederem a dispositivos culturais e educativos. O desemprego, os falsos recibos verdes, o uso continuado e abusivo de contratos a prazo e as empresas de trabalho temporário são hoje as faces deste tempo em que o trabalho sem direitos se tornou a norma. Recentes declarações de agentes políticos e económicos já mostraram que a redução dos direitos e a retracção salarial é a rota pretendida. Em sentido inverso, estamos dispostos a lutar por um novo pacto social que trave este regresso a vínculos laborais típicos do século XIX.

O segundo eixo dessa ofensiva centra-se no enfraquecimento e desmantelamento do Estado social. A saúde e a educação são as duas grandes fatias do bolo público que o apetite privado busca capturar. Infelizmente, algum caminho já foi trilhado, ainda que na penumbra. Sabemos que não há igualdade de oportunidades sem uma rede pública estruturada e acessível de saúde e educação. Estamos convencidos de que não há democracia sem igualdade de oportunidades. Preocupa-nos, por isso, o desinvestimento no SNS, a inexistência de uma rede de creches acessível, os problemas que enfrenta a escola pública e as desistências de frequência do ensino superior por motivos económicos. Num país com fortes bolsas de pobreza e com endémicas desigualdades, corroer direitos sociais constitucionalmente consagrados é perverter a nossa coluna vertebral democrática, e o caldo perfeito para o populismo xenófobo. Com isso, não podemos pactuar. No nosso ponto de vista, esta é a linha de fronteira que separa uma sociedade preocupada com o equilíbrio e a justiça e uma sociedade baseada numa diferença substantiva entre as elites e a restante população.

Por fim, o terceiro e mais inquietante eixo desta ofensiva anti-Abril assenta na imposição de uma ideia de inevitabilidade que transforma a política mais numa ratificação de escolhas já feitas do que numa disputa real em torno de projectos diferenciados. Este discurso ganhou terreno nos últimos tempos, acentuou-se bastante nas últimas semanas e tenderá a piorar com a transformação do país num protectorado do FMI. Um novo vocabulário instala-se, transformando em «credores» aqueles que lucram com a dívida, em «resgate financeiro» a imposição ainda mais acentuada de políticas de austeridade e em «consenso alargado» a vontade de ditar a priori as soluções governativas. Esta maquilhagem da língua ocupa de tal forma o terreno mediático que a própria capacidade de pensar e enunciar alternativas se encontra ofuscada. Por isso dizemos: queremos contribuir para melhorar o país, mas recusamos ser parte de uma engrenagem de destruição de direitos e de erosão da esperança. Se nos roubarem Abril, dar-vos-emos Maio!

Os 74 de 74 Signatários:
Alexandre de Sousa Carvalho – Relações Internacionais, investigador
Alexandre Isaac – antropólogo, dirigente associativo
Alfredo Campos – sociólogo, bolseiro de investigação
Ana Fernandes Ngom – animadora sociocultural
André Avelãs – artista
André Rosado Janeco – bolseiro de doutoramento
António Cambreiro – estudante
Artur Moniz Carreiro – desempregado
Bruno Cabral – realizador; Bruno Rocha – administrativo
Bruno Sena Martins – antropólogo
Carla Silva – médica, sindicalista
Catarina F. Rocha – estudante
Catarina Fernandes – animadora sociocultural, estagiária
Catarina Guerreiro – estudante
Catarina Lobo – estudante
Celina da Piedade – música
Chullage - sociólogo, músico
Cláudia Diogo – livreira
Cláudia Fernandes – desempregada
Cristina Andrade – psicóloga
Daniel Sousa – guitarrista, professor
Duarte Nuno - analista de sistemas
Ester Cortegano – tradutora
Fernando Ramalho – músico
Francisca Bagulho – produtora cultural
Francisco Costa – linguista
Gui Castro Felga – arquitecta
Helena Romão – música, musicóloga
Joana Albuquerque – estudante
Joana Ferreira – lojista
João Labrincha – Relações Internacionais, desempregado
Joana Manuel – actriz
João Pacheco – jornalista
João Ricardo Vasconcelos – politólogo, gestor de projectos
João Rodrigues – economista
José Luís Peixoto – escritor
José Neves – historiador, professor universitário
José Reis Santos – historiador
Lídia Fernandes – desempregada
Lúcia Marques – curadora, crítica de arte
Luís Bernardo – estudante de doutoramento
Maria Veloso – técnica administrativa
Mariana Avelãs – tradutora
Mariana Canotilho – assistente universitária
Mariana Vieira – estudante de doutoramento
Marta Lança – jornalista, editora
Marta Rebelo – jurista, assistente universitária
Miguel Cardina – historiador
Miguel Simplício David – engenheiro civil
Nuno Duarte (Jel) – artista
Nuno Leal – estudante
Nuno Teles – economista
Paula Carvalho – aprendiz de costureira
Paula Gil – Relações Internacionais, estagiária
Pedro Miguel Santos – jornalista
Ricardo Araújo Pereira – humorista
Ricardo Lopes Lindim Ramos – engenheiro civil
Ricardo Noronha – historiador
Ricardo Sequeiros Coelho – bolseiro de investigação
Rita Correia – artesã
Rita Silva – animadora
Salomé Coelho – investigadora em Estudos Feministas, dirigente associativa
Sara Figueiredo Costa – jornalista
Sara Vidal – música
Sérgio Castro – engenheiro informático
Sérgio Pereira – militar
Tiago Augusto Baptista – médico, sindicalista
Tiago Brandão Rodrigues – bioquímico
Tiago Gillot – engenheiro agrónomo, encarregado de armazém
Tiago Ivo Cruz – programador cultural
Tiago Mota Saraiva – arquitecto
Tiago Ribeiro – sociólogo
Úrsula Martins – estudante

quinta-feira, 7 de abril de 2011

COLORGRAPHIA LXXXII


Domenikos Theokópoulos El Greco, "Vista de Toledo" c. 1596-1600.

No dia do aniversário do seu desaparecimento publica-se neste blogue (em piloto automático) uma obra de El Greco cheia de modernidade.

A pintura em alta resolução.

domingo, 6 de março de 2011

YOUTUBE MUSICAL XXII - UMA SINFONIA DE MAHLER INTEIRINHA


Gustav Mahler, Sinfonia n.º 2 "Ressurreição". Ricarda Merbeth (soprano), Bernarda Fink (meio-soprano), Coro da Rádio dos Países-Baixos, Orquestra do Real Concertgebouw, direcção de
Mariss Jansons.

Têm os caríssimos leitores a oportunidade de assistir a um dos melhores vídeos publicados até hoje no YouTube. Uma intrepretação de altíssima qualidade, embora não transcendente, de uma obra que nunca envelhece. Aconselho vivamente a visualização em ecrã maximizado, com o nível sonoro bastante alto e em Alta Definição (HD) se o seu computador "aguentar". Mesmo assim o som não será de Alta-Fidelidade, nos dias que correm a verdadeira Hi-Fi ainda não se casou com a informática...

Não perca hora e meia de Música com "M" maiúsculo.

Vídeo HD em ecrã maximizado - Página do vídeo no YouTube.

PS: estava a notar qualquer coisa diferente no Mariss, está a precisar de mudar de barbeiro...
Clique em "Mensagens antigas" para ler mais artigos fantásticos do Arquivo.

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