segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

CURB YOUR ENTHUSIASM

Genial!

(Na RTP 1 mais um programa para que os portugueses se convençam que a Segurança Social é uma coisa do passado, os filhos de Milton Friedman voltam a atacar!)

PS: A propósito de televisão, esqueçam a lavagem cerebral dos ultra-liberais e vejam a série "Rome" da HBO que está a ser transmitida agora n'A2. (A magia de blogar em directo).

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Arquivado em: "Media (tv)"

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

COLORGRAPHIA XXXVIII - PAULA REGO


Gravura da série "Jane Eyre" de 2002.


"Tempo - Passado e Presente" (Time - Past and Present) de 1991.

Uma homenagem do "Abaixo de Cão" no dia do aniversário de Paula Rego.

Clique nas imagens para ver a ampliações.

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Arquivado em: "Pintura"

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

NO WORDS



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Arquivado em:
"Política" (?)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

EFEMÉRIDES

Há já muitos anos que a 19 de Janeiro celebro (juntamente com o meu aniversário) o nascimento de Eugénio de Andrade. Apesar do poeta nos ter deixado não vou desistir da tradicional comemoração.

Há dias
Há dias em que julgamos
que todo o lixo do mundo
nos cai em cima
depois ao chegarmos à varanda avistamos
as crianças correndo no molhe
enquanto cantam
não lhes sei o nome
uma ou outra parece-me comigo
quero eu dizer :
com o que fui
quando cheguei a ser luminosa
presença da graça
ou da alegria
um sorriso abre-se então
num verão antigo
e dura
dura ainda.

O amigo
Não voltará - o que dele me ficou
é como no inverno entre cortinas
de chuva um tímido fio de sol:
ilumina mas não aquece as mãos.

Os amigos
Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham,
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria -
por mais amarga.

As Mãos
Que tristeza tão inútil essas mãos
que nem sequer são flores
que se dêem:
abertas são apenas abandono,
fechadas são pálpebras imensas
carregadas de sono.

A Sílaba
Toda a manhã procurei uma sílaba.
É pouca coisa, é certo: uma vogal,
uma consoante, quase nada.
Mas faz-me falta. Só eu sei
a falta que me faz.
Por isso a procurava com obstinação.
Só ela me podia defender
do frio de Janeiro, da estiagem
do Verão. Uma sílaba.
Uma única sílaba.
A salvação.

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Arquivado em:
"Poesia" e "Coisas da vida"

terça-feira, 17 de janeiro de 2006

CONTRA O "TEMPO DE INCERTEZA E DE PESSIMISMO, EM PORTUGAL E NA EUROPA"

Aproveito o período em que se escolhe o mais alto magistrado da Nação para divulgar um belo poema de Jorge de Sena.

A Portugal

Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
A pouca sorte de nascido nela.

Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.

Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fátua ignorância;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol calada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato;
terra-museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;
ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:
eu te pertenço. És cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
Eu te pertenço mas seres minha, não!

Jorge de Sena - A Portugal, Quarenta Anos de Servidão, Lisboa 1979.

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Arquivado em:
"Poesia", "Política" e "Resmunguices"

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

OLHE, FAXAVOR

Ainda agora o ano começou e já está de férias?

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Arquivado em:
"Blogosfera"

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

DIZ-ME O BLOGUE AO OUVIDO
(SIM QUE ESTE BLOGUE TEM VIDA PRÓPRIA)


Ninguém gosta de mim...

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Arquivado em:
"Blogosfera"

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

PHOTOGRAPHIA XXIII


Frederick Sommer. Sem Título, 1961.

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Arquivado em:
"Fotografia"

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

*HIC (?)

Apesar do atraso aqui ficam algumas dicas úteis (em inglês).


Arquivado em:
"Coisas da Vida"
Clique em "Mensagens antigas" para ler mais artigos fantásticos do Arquivo.

Temas

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